O quinto e mais potente teste nuclear da Coreia do Norte, na sexta-feira, parece relançar a corrida às armas na península.
O ministério da Defesa sul-coreano revelou um plano de “castigo e retaliação”, frente ao parlamento do país, que prevê o bombardeamento intensivo de Pyongyang em caso de ataque nuclear.
Seul afirma-se pronto a recorrer ao arsenal de mísseis balísticos para levar a cabo “ataques preventivos”.
Em paralelo, os EUA anunciaram que vão adotar sanções unilaterais contra o país:
“Para lá das sanções da ONU, os EUA, Japão e Coreia do Sul vão avaliar medidas unilaterais e bilaterais, assim como reforçar a cooperação trilateral para responder às provocações e ao comportamento inaceitável dos norte-coreanos”, afirmou Sung Kim, o enviado especial dos EUA para a política norte-coreana.
Para os três países o teste nuclear de sexta-feira é a confirmação de que Pyongyang dispõe de tecnologia para instalar ogivas nucleares em mísseis de médio alcance.
O regime comunista afirmou, no sábado, que uma nova ronda de sanções não vai afetar o programa nuclear do país.
Pyongyang encontra-se, no entanto, mais isolado do que nunca no plano diplomático.
A China, que condenou o último teste nuclear, anunciou que está pronta a colaborar com a Coreia do Sul, para sancionar as ambições atómicas do país vizinho.